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Caderno de Estudos · Estudo nº 064 · 404 versículos em 404 dias

Estudo de Apocalipse 3:15: caderno completo e PDF grátis

Leia primeiro. Assista depois. Guarde para sempre.

✦Onde paramos

A última carta começou com Jesus se apresentando a Laodiceia, a cidade rica que se reergueu sozinha depois do terremoto do ano 60. Ele se chamou de o Amém, aquele que é firme; de a testemunha fiel e verdadeira; e de o princípio da criação de Deus. Vimos, pela própria Bíblia (João 1:1-3 e a carta aos Colossenses, que foi lida em Laodiceia), que esse título não faz de Jesus uma criatura.

A frase com que ficamos foi esta: Ele não é o primeiro tijolo; é por meio dEle que tudo foi feito, e é nEle que dá para se apoiar. Agora a testemunha fiel começa a dizer o que viu. E a primeira coisa que Ele diz virou um dos versículos mais citados do Apocalipse, e também um dos mais mal entendidos.

✦Como usar este caderno

Este caderno é para todo mundo, inclusive para quem nunca estudou o Apocalipse. Ore antes de começar. Leia o versículo devagar, duas vezes, se puder em voz alta. Hoje o estudo passa pela geografia de três cidades vizinhas, então vale ter à mão a carta aos Colossenses, especialmente o capítulo 4. Você vai encontrar duas palavras do original, cada uma com a pronúncia aproximada, o número Strong e a explicação em português. Sublinhe e escreva nas margens: este caderno é seu. No fim há uma página para as suas anotações e outra para a sua oração.

✦Oração de abertura

Senhor Jesus, Tu conheces as minhas obras. Conheces o que eu faço quando ninguém está olhando e o que eu deixei de fazer porque a vida ficou confortável. Não quero uma fé que só existe; quero uma fé que faz bem a alguém. Fala comigo hoje, mesmo que seja para me corrigir. Em Teu nome, amém.

✦O versículo de hoje

Apocalipse 3:15
“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

✦Duas palavras que valem a pena ver no original

ψυχρός (psychrós, pronuncia-se “psicrós”, Strong G5593) é “frio”. No Novo Testamento ela aparece só em dois lugares: aqui, na carta a Laodiceia (3:15 e 3:16), e em Mateus 10:42, quando Jesus fala de quem dá “um copo de água fria” a um dos seus discípulos. Lá, a água fria é um gesto de bondade que Deus não esquece.

ζεστός (zestós, pronuncia-se “zestós”, G2200) é “quente”. Vem de um verbo que quer dizer ferver; é o quente de verdade, o que borbulha. Em todo o Novo Testamento ela aparece três vezes, e as três estão nesta carta: duas no versículo 15 e uma no 16. É uma palavra rara, escolhida para uma imagem concreta: a temperatura de alguma coisa que se põe na boca.

✦1. A única carta sem nenhum elogio

Antes de entrar na frase, vale notar o que falta nela. Nas cartas anteriores, Jesus sempre encontrou alguma coisa boa para reconhecer. Até Sardes, a igreja que Ele chamou de morta, recebeu uma palavra de esperança:

Apocalipse 3:4
“Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

Na carta a Laodiceia não há nada disso. Nenhum elogio, nenhum “contudo”, nenhum grupo fiel separado do resto. É a única das sete assim. E o detalhe que pesa é este: a igreja que não recebeu elogio nenhum era justamente a que achava que estava tudo bem. Quem fala é a testemunha fiel e verdadeira do versículo anterior. Ela não suaviza o diagnóstico para agradar.

✦2. “Conheço as tuas obras”

A primeira palavra que Jesus usa para avaliar a igreja é “obras”. Obra é aquilo que a pessoa faz: o jeito como ela vive de segunda a segunda. Jesus não começa medindo um sentimento que a igreja tinha num dia de culto, nem a fama que ela tinha na cidade. Começa olhando para o que aquelas pessoas faziam no dia a dia.

A mesma frase, “conheço as tuas obras”, abre outras cartas, como a de Sardes (3:1). Ela lembra que nada do que a igreja faz, ou deixa de fazer, passa despercebido. E, ao mesmo tempo, mostra que Jesus não julga de longe. Ele conhece. Antes de corrigir, Ele olhou de perto.

✦3. A leitura que muita gente aprendeu

Muita gente aprendeu este versículo assim: quente é quem ama a Deus; frio é quem não acredita; morno é quem fica no meio do caminho. Daí vem uma conclusão que se repete em pregações: Jesus preferiria que a pessoa fosse fria, longe de Deus, a que fosse morna.

O problema aparece na segunda frase do versículo: “Quem dera fosses frio ou quente!” “Quem dera” é a expressão de um desejo forte: eu queria muito que você fosse. Jesus deseja que aquela igreja seja fria ou quente. Se “frio” quisesse dizer alguém que rejeita a Deus, a frase ficaria assim: “eu queria muito que você deixasse de crer em mim”. Isso fica muito difícil de encaixar no restante da carta. Poucos versículos depois, Jesus diz:

Apocalipse 3:19-20
“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

“Zeloso”, aqui, não é ciúme: é ter fervor, um interesse ardente, o contrário de morno.

Quem bate à porta para entrar não está torcendo para que a pessoa se afaste. Por isso, nesta frase, o frio e o quente parecem ser duas coisas boas. O problema não é estar de um lado ou do outro. O problema é ser morno.

O problema não é ser frio ou quente. O problema é ser morno.

✦4. Frio, quente e morno no dia a dia

A imagem é das mais simples da vida. Num dia de calor, um copo de água gelada refresca. Num dia de frio, um chá quente ou um banho quente aquece e faz bem. As duas temperaturas são boas, e cada uma serve para alguma coisa. Agora, a garrafa de água esquecida dentro do carro, no sol, ninguém quer. Ela não refresca, não aquece e não serve para nada. A reação de quem põe essa água na boca é quase sempre a mesma: vontade de cuspir.

A nota da tradução inglesa NET Bible resume a imagem assim: a água quente de Hierápolis era usada como remédio, a fria de Colossos era pura, e a água morna não servia nem para curar nem para refrescar. Uma água que não serve para nada é a que dá vontade de pôr para fora.

E o próprio Jesus já tinha usado a água fria como imagem de bem, e com a mesma palavra grega deste versículo:

Mateus 10:42
“E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

Galardão é recompensa. Na boca de Jesus, água fria nunca foi sinônimo de gente longe de Deus. Foi sinônimo de alívio para quem tem sede, e de um gesto pequeno que Deus não esquece.

✦5. A água de Laodiceia

Há um detalhe sobre Laodiceia que deixa essa frase ainda mais forte. A cidade era rica: bancos, comércio, dinheiro. Mas tinha um problema que o dinheiro não resolvia. Segundo o pesquisador William Ramsay, não se conhece nenhum poço da cidade: a água precisava vir de fora (The Letters to the Seven Churches of Asia, 1904, cap. 29).

Para isso, construíram um aqueduto: um caminho de pedra, como um cano gigante, que leva água de um lugar para outro. A água saía de fontes ao sul, aos pés do monte que hoje se chama Babadağ, e percorria uns 8 quilômetros até a cidade, a maior parte num canal que acompanhava o terreno e, num trecho, por dentro de canos de pedra. Esses canos existem até hoje. Nas ruínas de Laodiceia ainda se veem pedaços deles, e por dentro há uma crosta grossa de calcário que a própria água foi deixando com o tempo. Era uma água carregada de mineral. O geógrafo Estrabão, que a conhecia, diz que ela formava crosta, mas era potável (Geografia 13.4.14).

Agora, as vizinhas. Uns 10 quilômetros ao norte ficava Hierápolis, famosa pelas fontes de água quente que saem da terra. As pessoas iam até lá para se banhar e cuidar da saúde, e as fontes existem até hoje: o lugar se chama Pamukkale, na Turquia, e a água quente, descendo pela encosta, deixou a pedra toda branca, em forma de piscinas naturais. Uns 16 quilômetros a leste ficava Colossos, aos pés de uma montanha alta, o monte Cadmo, de onde vinha uma fonte de água fria (Mark Wilson, 2023).

✦6. Três cidades no mesmo versículo

Essas três cidades não aparecem juntas só nos livros de história. Aparecem juntas na própria Bíblia. Escrevendo aos colossenses, Paulo fala de Epafras, um cristão daquela região:

Colossenses 4:13
“E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodiceia e pelos de Hierápolis.”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

Colossos, Laodiceia e Hierápolis, uma ao lado da outra, no mesmo versículo. Eram vizinhas, e as igrejas se conheciam. Tanto que, três versículos depois (Colossenses 4:16), Paulo pede que a carta, depois de lida em Colossos, seja lida também na igreja de Laodiceia. Quem morava em Laodiceia muito provavelmente conhecia de perto a água das cidades vizinhas: a quente de um lado, a fria do outro.

E a igreja de Laodiceia não era uma igreja sem ensino. Epafras, que era de Colossos, orava por aquelas igrejas com insistência:

Colossenses 4:12
“Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

Além disso, Laodiceia ouviu a carta aos Colossenses, e o mesmo versículo 16 fala de outra carta ligada a ela, que também devia circular entre as igrejas (“a dos de Laodiceia, lede-a igualmente perante vós”). Uma igreja que recebia cartas de apóstolo e tinha alguém orando por ela continuamente. Mesmo assim, décadas depois, ela tinha ficado morna. Conhecer muito não impede ninguém de esfriar por dentro.

Daí vem a leitura que estudiosos como M. J. S. Rudwick e E. M. B. Green propõem desde 1957. A água de Laodiceia, depois de todo aquele caminho, não chegava fria como a de Colossos, nem quente como a de Hierápolis. Para esses estudiosos, chegava morna. Nenhum autor antigo diz a temperatura nem o gosto dessa água; Estrabão só diz que ela formava crosta e era potável. Se a leitura estiver certa, quem ouviu a carta na igreja conhecia aquela imagem. Jesus teria tomado uma coisa que a cidade inteira conhecia e usado para falar com eles: frio refresca, quente cura, morno não serve nem para quem tem sede, nem para quem tem frio.

✦ Uma honestidade sobre a água de Laodiceia

O versículo não fala de aqueduto nem das cidades vizinhas. Ele fala de frio, quente e morno. A ligação com a água da região é uma leitura de estudiosos. Ela foi proposta por M. J. S. Rudwick e E. M. B. Green (1957-58) e desenvolvida por Stanley Porter (1987) e Colin Hemer, e é a explicação mais conhecida hoje.

Há quem discorde. Craig Koester (2003) lembra que a água quente de Hierápolis não era para beber, e que o versículo fala do que se põe na boca; para ele, a imagem vem das mesas da época, onde bebidas quentes e frias eram apreciadas e a morna era rejeitada. Ele cita ainda inscrições da cidade que elogiam a água doce e limpa de lá. Mark Wilson (2023), estudando o aqueduto, observa que a crosta de calcário era comum em toda a região e não tornava a água ruim. Há ainda a leitura tradicional, em que frio seria quem rejeita a Deus.

O que quase todos os estudiosos de hoje têm em comum é o ponto principal: na imagem, o frio e o quente são bons, e o morno é o que não serve. Isso o próprio versículo sustenta, com o “quem dera”.

✦7. Uma igreja parecida com a cidade

A imagem fica ainda mais forte quando se lembra quem era Laodiceia. Uma cidade rica, com bancos e comércio, que se reergueu sozinha e achava que tinha tudo. A igreja dessa cidade, ao que parece, tinha ficado parecida com ela: confortável. Dois versículos adiante, Jesus repete o que aquela igreja dizia de si mesma:

Apocalipse 3:17
“pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.”
Almeida Revista e Atualizada (ARA)

Abastado quer dizer cheio de bens. Uma igreja que se achava cheia, mas que, pela imagem que Jesus usa, era como aquela água morna: não refrescava quem estava cansado, não aquecia quem estava com frio. A cidade dependia, todo dia, de uma água que vinha de fora. A igreja tinha esquecido que dependia, todo dia, de Alguém de fora dela.

E há um detalhe que prepara os próximos versículos. Segundo William Ramsay e outros estudiosos, Laodiceia se orgulhava de três coisas: do dinheiro dos bancos, da lã escura das suas roupas e do remédio para os olhos (este último é o dado mais fraco: as fontes antigas não ligam o colírio à própria cidade). No versículo 18, Jesus vai aconselhar aquela igreja a comprar dEle ouro refinado pelo fogo, vestiduras brancas e colírio. Justamente as três coisas de que a cidade se orgulhava. Mas isso fica para o seu lugar.

✦8. “Quem dera”: a frase de quem ainda espera

Seria fácil ler este versículo só como bronca. Mas há uma coisa bonita nele. Jesus começa dizendo “conheço as tuas obras”. Ele conhecia aquela igreja, sabia exatamente como ela estava, e mesmo assim não desistiu dela. Mandou uma carta. E a frase que Ele escolhe não é “eu já desisti de você”. É “quem dera fosses frio ou quente!”.

Ninguém diz “quem dera” para quem já não espera mais nada. Essa é a frase de alguém que ainda vê o que a pessoa poderia ser e ainda deseja isso para ela. O diagnóstico é duro, mas quem fala ainda está à porta, batendo.

“Quem dera” é a frase de alguém que ainda espera alguma coisa de você.

✦O que este versículo está me mostrando sobre Jesus?

Jesus conhece de perto e fala a verdade porque ainda espera. Ele olha para as obras, não para a fama. Ele não poupa uma igreja satisfeita consigo mesma de um diagnóstico duro, porque é a testemunha fiel e verdadeira. E ainda assim a frase dEle é um desejo, não uma sentença: “quem dera”.

E Jesus quer uma fé que sirva para alguma coisa. Ele mesmo disse que um copo de água fria dado a um dos seus não fica sem recompensa. O que Ele lamenta em Laodiceia não é uma igreja que errou de temperatura. É uma igreja que deixou de fazer bem a alguém.

✦Aplicação para a minha vida

Não é difícil ficar morno. Ninguém acorda um dia e decide: hoje eu vou ficar morno. A fé vai perdendo a força aos poucos. A vida fica confortável, as coisas dão certo, e a gente para de sentir que precisa de Deus. Sem perceber, a fé vira costume: algo que está ali, mas que não muda nada.

Por isso a pergunta que este versículo deixa não é “eu sou frio ou quente?”. A pergunta é: a minha vida faz bem a alguém? Eu refresco alguém que está cansado? Eu aqueço alguém que está sozinho? Ou eu virei aquela garrafa esquecida no carro? E a ideia de que Jesus prefere alguém frio, longe dEle, a alguém morno dificilmente se encaixa no texto; frio, aqui, muito provavelmente não é quem está longe de Deus. Frio é a água que refresca; quente é a água que faz bem.

O que Jesus não quer é uma vida que não faz bem para ninguém.

✦Resumo do estudo

  1. Laodiceia é a única das sete cartas sem nenhum elogio, e era a igreja que achava que estava tudo bem. Até Sardes teve as suas “poucas pessoas” (3:4).
  2. “Conheço as tuas obras”: Jesus avalia o que a igreja faz no dia a dia, não a fama nem um sentimento de culto.
  3. “Quem dera fosses frio ou quente!” é um desejo forte. Se frio fosse rejeitar a Deus, Jesus estaria desejando isso, o que não combina com 3:19-20. Frio e quente são bons; o problema é o morno.
  4. Psychrós (G5593), frio, é a palavra do “copo de água fria” de Mateus 10:42. Zestós (G2200), quente de ferver, só aparece nesta carta.
  5. Laodiceia recebia água de fora, por um aqueduto de uns 8 a 10 km; Hierápolis tinha água quente (Pamukkale) e Colossos, água fria. As três estão juntas em Colossenses 4:13. Rudwick e Green (1957) e outros depois deles leem a imagem a partir dessa água; outros discordam, mas quase todos concordam que frio e quente são bons.
  6. A igreja tinha ficado parecida com a cidade: “não preciso de coisa alguma” (3:17). E Jesus ainda diz “quem dera”: a frase de quem ainda espera.

✦Versículos para ler junto

A carta inteira: Apocalipse 3:14-22. Para ver como o “quem dera” termina na porta em que Jesus bate (3:20).

A água fria que Jesus valoriza: Mateus 10:42. A mesma palavra “frio”, num gesto de bondade.

As cidades vizinhas: Colossenses 4:12-16. Colossos, Laodiceia e Hierápolis, e a carta que passava de uma igreja para outra.

“Conheço as tuas obras”: Apocalipse 3:1 · 3:8 · 3:15. O que Jesus vê em Sardes, em Filadélfia e em Laodiceia.

Correção que nasce do amor: Apocalipse 3:19-20. Jesus repreende quem ama e continua batendo à porta.

✦Fontes e referências deste estudo

O texto bíblico em português é a Almeida Revista e Atualizada (ARA), conferido versículo por versículo. O texto grego do Novo Testamento foi conferido com a numeração de Strong (psychrós, G5593; zestós, G2200, derivado do verbo zéō, ferver). As ocorrências citadas (psychrós em Mateus 10:42 e Apocalipse 3:15-16; zestós três vezes, todas em Apocalipse 3:15-16) foram conferidas na concordância do texto grego.

Sobre a água de Laodiceia: M. J. S. Rudwick e E. M. B. Green, “The Laodicean Lukewarmness”, Expository Times 69 (1957-58); Stanley E. Porter, “Why the Laodiceans Received Lukewarm Water (Revelation 3:15-18)”, Tyndale Bulletin 38 (1987); Colin Hemer, The Letters to the Seven Churches of Asia in Their Local Setting. Leituras que discordam: Craig R. Koester, “The Message to Laodicea and the Problem of Its Local Context”, New Testament Studies 49 (2003); Mark Wilson, “Did the Laodiceans Drink Lukewarm Water?”, Lycus Journal 8 (2023), que também descreve o aqueduto (fontes ao sul, uns 8 km) e a camada de calcário nos canos. A riqueza da cidade e a reconstrução após o terremoto do ano 60 estão em Tácito, Anais 14.27. As distâncias entre as cidades são aproximadas.

✦Para refletir

Escreva com sinceridade. Ninguém vai ler além de você e de Deus.

1. Se Jesus dissesse hoje “conheço as tuas obras”, o que Ele veria no meu dia a dia, e não só no meu domingo?

2. Em que área a vida ficou tão confortável que eu parei de sentir que preciso de Deus?

3. Quem eu posso refrescar ou aquecer esta semana? Qual é o meu “copo de água fria”?

✦Minhas anotações

✦Minha oração

✦No próximo estudo

Em Apocalipse 3:16 vem uma das frases mais fortes de todo o livro: “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. É a imagem de quem põe na boca uma água que não dá para beber. Isso quer dizer que a pessoa perdeu a salvação? É o que o próximo estudo investiga.

Continue com a gente nesta caminhada de 404 dias.

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Continue lendo. Continue perguntando.
E continue caminhando comigo, um versículo de cada vez.
@entrerevelacoes · entrerevelacoes.com.br

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