✦Onde paramos
No versículo 11, Jesus disse a Filadélfia: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” Vimos que a coroa ali não é a de um rei, e sim a coroa de folhas que se dava a quem terminava a corrida, e que ela é entregue no dia em que Ele voltar. E vimos que Jesus não mandou aquela igreja conquistar mais. Mandou segurar o que já tinha.
A frase com que ficamos foi esta: ela não precisava de mais; precisava não soltar. Agora a carta chega à promessa para quem segurar até o fim. E a promessa é feita numa cidade em que nada parecia ficar de pé por muito tempo.
✦Como usar este caderno
Este caderno é para todo mundo, inclusive para quem nunca estudou o Apocalipse. Ore antes de começar. Leia o versículo devagar, duas vezes, se puder em voz alta. Hoje vamos andar por vários lugares da Bíblia: Isaías 22, Gálatas 2, Hebreus 11 e 12, e os últimos capítulos do próprio Apocalipse. Tenha a Bíblia aberta ao lado. Duas palavras aparecem em grego; não é preciso saber grego, porque cada uma vem com a pronúncia aproximada, o número Strong e a explicação. Sublinhe e escreva nas margens: este caderno é seu. No fim há uma página para as suas anotações e outra para a sua oração.
✦Oração de abertura
Senhor Jesus, há coisas na minha vida que racharam: planos, certezas, lugares onde eu me sentia seguro. Hoje eu quero ouvir a promessa que fizeste a uma igreja de pouca força. Mostra-me a quem eu pertenço e onde é o meu lugar. Em Teu nome, amém.
✦O versículo de hoje
O versículo junta duas imagens. A primeira é uma coluna que nunca sai do lugar. A segunda são três nomes escritos sobre uma pessoa. A coluna fala de firmeza; os nomes falam de pertencimento. O estudo segue essa ordem.
✦Duas palavras que valem a pena ver no original
στῦλος (stýlos, Strong G4769) é “coluna”: o pilar de pedra que fica de pé e sustenta uma construção. É uma palavra rara no Novo Testamento. Aparece só quatro vezes: em Gálatas 2:9, em 1 Timóteo 3:15, aqui em Apocalipse 3:12 e em Apocalipse 10:1. Guarde a primeira delas, porque vamos voltar a ela.
ναός (naós, G3485) é a palavra que a ARA traduz por “santuário”. O grego tinha outra palavra para o templo inteiro, com pátios e pórticos. Naós aponta para a parte mais interna, o lugar ligado à presença de Deus. A coluna da promessa não fica no pátio, perto da saída. Fica lá dentro.
✦1. “Ao vencedor”: quem vence numa igreja de pouca força
A promessa começa nomeando quem a recebe: “ao vencedor”. Essa palavra engana o leitor de hoje. Vencedor, para nós, é quem ganha a disputa, quem é mais forte, quem chega primeiro. Mas olhe para quem está recebendo a carta. Poucos versículos antes, Jesus tinha dito a essa mesma igreja:
Então o vencedor desta carta não é alguém que impressiona. Nas sete cartas, vencer quer dizer permanecer fiel a Jesus até o fim: guardar a palavra dEle, não negar o nome dEle, continuar com Ele quando isso custa alguma coisa. Não é vencer alguém. É não largar Alguém. E é para uma igreja de pouca força que Jesus vai prometer a coisa mais firme que existe numa construção.
✦2. Uma cidade que não parava de tremer
Para sentir o peso dessa promessa, é preciso conhecer o chão em que Filadélfia estava. A cidade ficava na Lídia, na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia, num vale fértil e de terra instável. Estrabão, um geógrafo grego que escreveu na mesma época em que Jesus vivia, descreve Filadélfia como uma cidade cheia de terremotos (Geografia 13.4.10). Ele conta que as paredes viviam rachando, que os moradores ficavam sempre atentos aos abalos e planejavam as construções pensando neles (12.8.18), e que a maioria preferia morar fora, no campo, cultivando a terra (13.4.10).
E houve um abalo que marcou a região inteira. No ano 17 depois de Cristo, um terremoto atingiu a província da Ásia durante a noite. O historiador romano Tácito conta que doze cidades importantes foram destruídas de uma vez (Anais, livro 2, capítulo 47). Sardes foi a mais atingida: o imperador Tibério prometeu dez milhões de sestércios, a moeda romana, e perdoou os impostos da cidade por cinco anos. Na lista das outras cidades que também ficaram cinco anos sem pagar tributo está o nome de Filadélfia.
Agora pense no que é morar num lugar assim. Você conserta a parede e passa a olhar para ela todos os dias. Cada barulho à noite é uma pergunta. E a pergunta que toda família fazia era simples: dá para continuar aqui dentro?
✦ O que é história e o que é texto bíblico
Os terremotos de Filadélfia não estão na Bíblia. Estão em Estrabão (Geografia 12.8.18 e 13.4.10) e em Tácito (Anais 2.47), que escreveram antes da carta ou falam de fatos anteriores a ela. Esses relatos não dizem quantos tremores os cristãos de Filadélfia estavam sentindo no dia em que a carta chegou.
O que eles mostram é o chão em que aquela igreja vivia. A ligação entre a promessa de uma coluna que não sai do lugar e uma cidade de paredes rachadas é feita por comentaristas como Colin Hemer e William Ramsay. É uma leitura forte, mas é leitura: o versículo não menciona terremoto.
✦3. “Fá-lo-ei coluna”
É nesse cenário que Jesus diz: “fá-lo-ei coluna”. A forma antiga do português esconde um pouco a força da frase. “Fá-lo-ei” é “eu o farei”. Repare em quem faz. Não é a igreja que se torna coluna por esforço próprio. É Jesus quem promete fazer. A igreja tinha pouca força; a firmeza vem de quem faz a promessa.
Uma coluna era a parte da construção que ficava de pé quando o resto caía. Quem anda hoje pelas ruínas das cidades antigas da Turquia vê isso: telhados e paredes no chão, e as colunas ainda em pé. Para uma igreja que via paredes rachando, a imagem dizia muito: você vai ser a parte que não cai.
E a Bíblia já usava a coluna como imagem de pessoa. A primeira das quatro vezes em que stýlos aparece no Novo Testamento está em Gálatas 2:9. Ali Paulo conta que, em Jerusalém, Tiago, Cefas (que é Pedro) e João eram considerados colunas da igreja: gente reconhecida como apoio da comunidade. É a mesma palavra de Apocalipse 3:12. Em 1 Timóteo 3:15, a própria igreja do Deus vivo é chamada de coluna da verdade. A promessa a Filadélfia, então, não fala de transformar alguém em pedra. Fala de fazer de uma igreja fraca uma igreja firme.
✦4. “No santuário do meu Deus”
Mas surge uma pergunta. Se a coluna está “no santuário”, Jesus está prometendo que a pessoa vai ficar parada dentro de um templo para sempre? O próprio Apocalipse responde, e a resposta está quase no fim do livro. Quando João vê a nova Jerusalém descendo do céu, ele faz uma observação que surpreende:
Na cidade final não existe um prédio chamado santuário. O santuário é o próprio Deus e o Cordeiro, que é Jesus. Por isso a palavra naós é tão importante: ela aponta para a presença de Deus. Quando juntamos o capítulo 3 com o capítulo 21, a promessa fica clara. Ser coluna no santuário é ter um lugar firme e permanente na presença de Deus. Não é virar pedra. É finalmente estar num lugar seguro, um lugar ao qual se pertence.
✦5. “E daí jamais sairá”
Logo em seguida vem a frase que mais falava ao coração de Filadélfia: “e daí jamais sairá”. No grego original, a frase tem duas palavras de negação juntas, seguidas de uma palavra que quer dizer “mais”, “ainda”. É o jeito mais forte que a língua tinha de negar alguma coisa. Uma tradução bem literal seria: “para fora, de modo nenhum sairá mais”.
Lembre-se das famílias que saíam da cidade com medo de as paredes caírem. A vida delas era um vai e volta: entra quando acalma, sai quando treme. A promessa de Jesus é o contrário disso. Na presença de Deus ninguém vai precisar procurar a saída para se proteger, nem abandonar o próprio lugar porque tudo ficou inseguro. A promessa é de permanência.
E é bom notar o que o versículo não promete. Ele não diz que a vida aqui vai parar de tremer. Fala do lugar do vencedor diante de Deus. É uma esperança que olha para frente, e que por isso mesmo sustenta o presente.
✦6. A estaca que caiu e a coluna que fica
A promessa da coluna conversa com o começo da própria carta. No versículo 7, Jesus se apresentou como “aquele que tem a chave de Davi”, palavras que vêm de Isaías 22. Ali Deus tira o cargo de Sebna e entrega a Eliaquim, administrador do palácio do rei Ezequias, a chave da casa de Davi. E Deus acrescenta uma imagem: fixaria Eliaquim “como estaca em lugar firme” (Isaías 22:23).
A estaca era um pino forte cravado na parede, onde se penduravam as coisas da casa. O versículo seguinte diz que toda a família de Eliaquim ficaria pendurada nele. Era uma imagem de firmeza e de gente dependendo de alguém. Mas dois versículos depois vem o aviso: naquele dia, a estaca fincada em lugar firme “será tirada, será arrancada e cairá” (Isaías 22:25). Parecia firme. Caiu.
Agora coloque as duas cenas lado a lado. Em Isaías, um homem recebe a chave e é comparado a uma estaca que acaba caindo. Em Filadélfia, quem tem a chave é Jesus, e é Ele quem promete fazer do vencedor uma coluna que não sai mais do lugar. O que era temporário com Eliaquim fica permanente com Jesus.
✦ Uma honestidade sobre a estaca e a coluna
O Apocalipse não diz com todas as letras que a coluna de 3:12 responde à estaca de Isaías 22. A ligação com Isaías 22 é certa no versículo 7, por causa da chave. A ponte entre a estaca que cai e a coluna que fica é uma comparação que os dois textos permitem fazer, e que vários comentaristas fazem, mas é comparação, não citação.
O que se pode afirmar sem ir além do texto é isto: a firmeza da promessa não está na força de quem a recebe. Está em quem promete.
✦7. “Gravarei também sobre ele”: o peso de um nome
Até aqui a promessa respondeu ao medo de perder o lugar. Agora ela vai além. Jesus diz: “gravarei também sobre ele”. E escreve três nomes. Para entender por que isso importa, pense em como um nome funciona na vida comum. O seu nome na lista de convidados diz que você foi chamado. Na matrícula, diz que você faz parte. Num documento de cidadania, diz a que país você pertence. Um nome escrito sobre alguém diz de quem ele é e onde é o lugar dele.
Filadélfia sabia muito bem o que era carregar um nome que vinha de fora. Depois do terremoto e da ajuda de Tibério, a cidade passou a usar o nome Neocesareia, “a nova cidade de César”, em homenagem ao imperador. O nome aparece nas moedas da cidade do tempo de Tibério (Roman Provincial Coinage I, nº 3017). Décadas depois, segundo William Ramsay e Colin Hemer, no tempo do imperador Vespasiano ela também foi chamada de Flávia, o nome da família dele. A cidade levava no próprio nome a marca de quem a tinha socorrido: Roma.
É para uma igreja dessa cidade que Jesus promete outros nomes. Não o de César, mas o de Deus, o da cidade de Deus e o dEle mesmo. É uma forma de dizer a quem ela pertence.
✦ O que é história e o que é interpretação
O nome Neocesareia está nas moedas da cidade (Roman Provincial Coinage I, nº 3017). O nome Flávia é dado por William Ramsay e Colin Hemer, a partir de moedas que ainda não conferi no catálogo. O nome Neocesareia parece ter durado pouco. A ligação entre esses nomes e a promessa de Apocalipse 3:12 é feita pelos comentaristas; o versículo não fala de César nem de moedas.
✦8. O primeiro nome: “o nome do meu Deus”
O próprio Apocalipse volta a essa imagem mais à frente, duas vezes. No capítulo 14, João vê o Cordeiro e, com Ele, os que pertencem a Ele:
E no último capítulo do livro, falando dos servos de Deus na cidade final:
A fronte é a testa. Mas o centro da imagem não é descobrir como essa escrita aparece ou de que tamanho são as letras. É a ligação dessas pessoas com Deus: elas são dEle, servem a Ele e pertencem a Ele. Ter o nome de alguém escrito sobre você é ser reconhecido como de alguém.
Mais adiante o Apocalipse vai falar também de uma marca na testa e na mão que pertence a outro poder. Esse assunto será estudado no lugar dele. Por enquanto basta perceber que o livro coloca diante do leitor uma pergunta de fidelidade: a quem você pertence? E a promessa ao vencedor é que a ligação dele com Deus será reconhecida para sempre. Talvez aquela igreja tivesse pouca importância aos olhos da cidade. Jesus promete a ela uma identidade que vem do próprio Deus.
✦9. O segundo nome: a cidade que desce do céu
O segundo nome é “o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus”. É a primeira vez que o Apocalipse nomeia a nova Jerusalém. Ela só vai aparecer de novo no capítulo 21, quase com as mesmas palavras:
Quem visita uma cidade passa um tempo e vai embora. Quem tem cidadania é reconhecido como parte dela. Ter sobre si o nome da nova Jerusalém é ter cidadania na cidade de Deus. E repare em de onde ela vem: ela desce do céu, vem da parte de Deus. Não é uma cidade que alguém levanta e que o próximo terremoto derruba.
A carta aos Hebreus diz a mesma coisa com outras palavras. Falando de Abraão, que viveu em tendas a vida inteira:
Fundamentos são a base sobre a qual a construção se apoia. E no capítulo seguinte Hebreus fala das coisas que serão abaladas e removidas, “para que as coisas que não são abaladas permaneçam”, e conclui: “recebendo nós um reino inabalável” (Hebreus 12:27-28). Coluna, fundamentos, reino inabalável. A esperança cristã tem endereço: uma vida com Deus que os abalos deste tempo não conseguem derrubar.
✦10. O terceiro nome: “o meu novo nome”
Falta o terceiro nome, e é o que mais desperta curiosidade: “e o meu novo nome”. Qual é esse nome? O versículo não diz. Dá vontade de procurar uma palavra escondida, uma explicação que resolva tudo. Mas estudar a Bíblia também é saber parar onde o texto para. Aqui Jesus promete o seu novo nome, e não revela qual é.
No grego original, esse “novo” não quer dizer apenas recente. Quer dizer novo em qualidade, algo que ainda não existia daquele jeito. E é a mesma palavra de “nova Jerusalém”, logo antes no mesmo versículo.
E há um fio bonito entre o começo e o fim desta carta. No versículo 8, Jesus elogiou: “não negaste o meu nome”. No versículo 12, Ele promete: vou escrever o meu nome sobre você. A igreja que não negou o nome dEle recebe o nome dEle. A fidelidade daquela comunidade podia passar despercebida na cidade. Para Jesus, não passou.
✦ Uma honestidade sobre os nomes novos
Na carta a Pérgamo já apareceu um nome novo: “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17). Em Filadélfia a promessa é outra: o nome novo é o do próprio Jesus, “o meu novo nome”. As duas promessas usam a imagem de um nome novo, mas não é preciso tratar todos os detalhes como se fossem iguais.
O Antigo Testamento já anunciava que o povo de Deus seria “chamada por um nome novo, que a boca do Senhor designará” (Isaías 62:2). O que nenhum desses textos faz é dizer qual é o nome. Qualquer resposta a isso vai além do que está escrito.
✦Os três nomes juntos
Juntando tudo: o nome de Deus diz que o vencedor pertence a Deus. O nome da nova Jerusalém diz que ele tem lugar na cidade de Deus. O novo nome de Jesus diz que ele está ligado para sempre àquele a quem permaneceu fiel. A coluna responde à pergunta “vou perder o meu lugar?”. Os nomes respondem à pergunta “a quem eu pertenço?”. A pessoa recebe a promessa de um lugar e a promessa de ser reconhecida como alguém que pertence àquele lugar e ao seu Senhor.
✦O que este versículo está me mostrando sobre Jesus?
Jesus conhece a igreja com quem fala. Sabe que ela tem pouca força, sabe que guardou a palavra dEle, sabe que não negou o nome dEle. E fala com a história dela: a uma cidade de paredes rachadas, promete uma coluna; a uma cidade que trocava de nome para homenagear César, promete o nome de Deus.
E repare nos verbos. A promessa começa com “fá-lo-ei” e continua com “gravarei”. É Jesus quem faz do vencedor uma coluna. É Jesus quem escreve os nomes. A igreja é chamada a perseverar, mas a esperança dela está apoiada no que Ele promete fazer, não na força que ela tem.
✦Aplicação para a minha vida
Talvez você conheça a sensação de construir alguma coisa e depois vê-la rachar. Um plano que parecia seguro, uma rotina que ia durar, uma situação que mudou de repente. Depois de alguns abalos, até descansar fica difícil: a gente passa a esperar a próxima notícia, a próxima perda, o próximo problema.
Este versículo não promete que nada mais vai doer. Promete permanência na presença de Deus para quem permanecer fiel. A vida com Jesus tem um futuro que a instabilidade de hoje não consegue cancelar. E essa esperança chama para agora: guardar a palavra dEle, não negar o nome dEle, continuar, mesmo com pouca força. Você não precisa fingir uma força que não tem. Foi para uma igreja de pouca força que Jesus disse: “eu farei de você uma coluna”.
✦Resumo do estudo
- “Ao vencedor”: numa igreja de pouca força, vencer é permanecer fiel a Jesus, guardar a palavra e não negar o nome (3:8).
- Filadélfia vivia com terremotos (Estrabão). No ano 17 d.C., doze cidades da Ásia caíram numa noite, e Filadélfia ficou cinco anos sem pagar tributo (Tácito, Anais 2.47).
- Stýlos, coluna, aparece só quatro vezes no Novo Testamento. Em Gálatas 2:9 é usada para Tiago, Pedro e João. Quem faz a coluna é Jesus: “fá-lo-ei”.
- Naós é o santuário interno. Em Apocalipse 21:22 o santuário é o próprio Deus e o Cordeiro: a promessa é de lugar firme na presença de Deus.
- “Jamais sairá” tem a negação mais forte do grego. A estaca de Eliaquim caiu (Isaías 22:25); a coluna de Jesus fica.
- Filadélfia usou o nome Neocesareia em homenagem a César e, segundo Ramsay, depois também Flávia. Jesus promete outros três nomes: o de Deus, o da nova Jerusalém e o seu novo nome, que o texto não revela.
✦Versículos para ler junto
A coluna: Gálatas 2:9 · 1 Timóteo 3:15 · Apocalipse 10:1. As outras três vezes em que a palavra stýlos aparece no Novo Testamento.
A estaca e a chave: Isaías 22:20-25 · Apocalipse 3:7. Para ver o que caiu com Eliaquim e o que permanece com Jesus.
O santuário e a presença: Apocalipse 21:3 · 21:22 · 22:3-4. A cidade em que o santuário é o próprio Deus.
O nome sobre a fronte: Apocalipse 7:3 · 14:1 · 22:4. O selo e o nome de Deus sobre os que pertencem a Ele.
A cidade que tem fundamentos: Hebreus 11:8-10 · 11:16 · 12:22-28 · Apocalipse 21:2, 10. A esperança de uma cidade que não é abalada.
O nome novo: Isaías 62:2 · Isaías 65:15 · Apocalipse 2:17 · 19:12. Os textos que falam de nome novo, cada um no seu contexto.
✦Fontes e referências deste estudo
O texto bíblico em português é a Almeida Revista e Atualizada (ARA), conferido versículo por versículo. O texto grego do Novo Testamento foi conferido nas edições Nestle-Aland e SBLGNT, com a numeração de Strong (stýlos, G4769; naós, G3485). A contagem das quatro ocorrências de stýlos foi feita na concordância grega.
Os terremotos de Filadélfia, as paredes rachadas e os moradores no campo estão em Estrabão (Geografia 12.8.18 e 13.4.10). O terremoto do ano 17, as doze cidades e o perdão de impostos estão em Tácito (Anais, livro 2, capítulo 47). O nome Neocesareia vem das moedas da cidade (Roman Provincial Coinage I, nº 3017). O nome Flávia, ainda não conferido no catálogo de moedas, e o nome Neocesareia estão reunidos em Colin Hemer (The Letters to the Seven Churches of Asia in Their Local Setting) e William Ramsay (The Letters to the Seven Churches of Asia). A leitura de Apocalipse 3:12 à luz da cidade e de Isaías 22 é discutida também por G. K. Beale (The Book of Revelation), Grant Osborne (Revelation) e Robert Mounce (The Book of Revelation). História e interpretação estão marcadas como tais ao longo do caderno.
✦Para refletir
1. Em que área da minha vida eu sinto que as paredes estão rachando? O que este versículo me diz sobre ela?
2. Que nomes eu tenho carregado para ser aceito, e a quem eles dizem que eu pertenço?
3. Eu tenho tentado ser coluna com a minha própria força, ou tenho confiado em quem diz “eu o farei”?
✦Minhas anotações
✦Minha oração
✦No próximo estudo
Em Apocalipse 3:13 chega a última frase da carta a Filadélfia: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Depois de tantas promessas, Jesus termina com um chamado para ouvir. Por que Ele fecha as cartas assim? E o que significa ouvir de verdade aquilo que Ele está dizendo? É isso que o próximo estudo investiga.
Continue com a gente nesta caminhada de 404 dias.
E continue caminhando comigo, um versículo de cada vez.
Quer estudar com caneta na mão?
Este estudo também existe em caderno PDF, com espaço para anotações e sua oração: grátis, feito para guardar.
Baixar o caderno (PDF)
Comentários
Deixe seu comentário, aprendizado ou reflexão. Ele chega direto para mim e pode ser respondido por e-mail. ♡